terça-feira, 22 de janeiro de 2013

O abismo o amor e o precipício.

Seria abismar-se lançar-se ao abismo, enamorar-se ao amor e precipitar-se ao precipício? E onde estaria esse amor entre o abismo e o precipício? Qual distancia separa os três? Tem algum o finito? Poderia ser abismo, ou precipício o amor. Alguém já descobriu a medida do amor do precipício ou do abismo? Estou abismado, estou precipitado, estou enamorado.

I think i love you.

Sabe quando você beija alguém e é como se esse beijo dado fosse um beijo único, como se você nunca tivesse beijado antes. Esse beijo quebra todos seus parâmetros de beijos. E não estou teorizando um beijo apaixonado. Esse beijo aqui é do desconhecido. Em meio a uma multidão de pessoas que não gozam de sã consciência nesse momento, ou seja, bêbadas, acontece. O primeiro olhar, a primeira troca de olhares, o sorriso no lado do bar que encontra o sorriso no meio da pista. Um amigo em comum e tá traçado o destino de duas bocas que nunca se falaram, nunca se sorriram, nunca nada.... o beijo desconhecido. Duas mãos que se encontram, abraços. Pensar pra quê? Afinal, não somos diferentes dos outros que estão ao redor. Ninguém está sóbrio essa noite. Entramos atrás do líquido mágico que nos desliga do mundo, e a partir dali a única coisa que nos desligava e ao mesmo tempo nos unia era aquele beijo! De repente nada mais importava e suavemente o tempo passou e nenhuma das duas viu. Só me lembro que aquele beijo durou dias, meses, anos... em apenas três horas. Foi um beijo muito intenso!! Tão intenso que se repetiu no outro dia, na outra semana, durante o mês. Foi um beijo que abriu a porta das conversas divertidas, das gargalhadas, das idas ao teatro, ao cinema, do banho de chuva em uma viagem de moto. Das noites de música, de canto, de encantos. Dos planos feitos e dos desfeitos. O mesmo beijo que trouxe a certeza de um coração que enfim descansaria, tranquilo, manso, calmo, sereno, suave... Esse mesmo beijo trouxe ao coração a aflição, a tristeza, a dor no estômago, o choro. O sonhar acordado, ou o sonho que desperta. Ou melhor, o beijo que trouxe o sonho foi o mesmo que despertou. Trouxe o sonho de paz e de guerra. A ilusão foi desfeita e junto dela as palavras "eu te amo" não fizeram sentido nenhum naquele momento. O eu te amo seguido de um adeus, na mesma noite, quase na mesma hora. Quem explica?
O beijo, amigo, é a véspera do escarro, A mão que afaga é a mesma que apedreja.
Está ela esperando alguém? Olhando algo que lhe chamou atenção na borda da praia? Apenas descansando depois de correr pela areia molhada? Admirando a paisagem que não coube na fotografia? Será que ela sentiu o vento que bagunçou o seu cabelo assim como eu estou sentindo agora? E os pés quase enterrados nessa areia mole? Está feliz? Impaciente? O apenas está? Quantas são as possibilidades? Me diga você, me diz ela.

Sobre ser uma velha rabugenta.

Espero que ninguém nunca tenha acesso a isso, ao que escrevo, ao que tento escrever. Não sou escritora, nem estou tentando ser. Sempre mantive um diário, daqueles de papel mesmo, no qual escrevia todo dia. Isso quando eu tinha 16..18 anos, escrevia todo dia, às vezes ficava ansiosa querendo chegar em casa logo para poder escrever sobre o que me acontecera antes, naquele dia, não podia perder nem um fio de pensamento que construía minhas orações. às vezes viajava na escola escrevendo textos mentalmente. Meus amigos sempre me acharam meio desligada, antes não havia maldade nesse desligada, hoje, não muito diferente dos meus 16/18 anos continuo escrevendo, mas o que era diário passou a ser semanal e pior, às vezes mensal, hoje a ansiedade de escrever se converteu pela ansiedade de viver, não há mais tempo para palavras e sim para atos. O problema aqui é que continuo desligada, e esse desligada que antes banal, hoje é indiferença, frieza, é antipatia, é "não fazer questão". Nunca gostei de ficar batendo papo sobre coisas que julgo idiotas, ahaha, igual esse povo que vem relatando mil coisas corriqueiras que acontecem com elas. E parece que tenho um ima interno para isso, meus ouvidos não são pinico e não vou fingir interesse. É difícil encontrar alguém que realmente desperte em mim a curiosidade e a atenção, digo difícil pois que é possível já tá provado. Tenho belos e fiéis amigos e me orgulho de dizer! Amigos de longa data! Incrível como que, ao passo que envelheço, me torno cada vez menos interessada em conhecer pessoas. Não faço questão mesmo, já tenho meu mundo, meus livros, meus traumas, meus cigarros, minha cerveja e meu bacon. Vou querer você pra quê? Me perdi no que estava tentando escrever... Ah! O ponto importante ao que pretendo chegar é o de cometer menos atos e redigir mais pensamentos, e já que o mundo moderno nos cobra velocidade, rapidez, pede pressa...eu quero ter calma. Eu quero escrever com lápis e papel e é assim que escrevo. Quero sentir meus dedos doendo a partir da quinta linha, sim, escrever dói. Quem disse que não nunca provou dessa benção que nos foi concedida, a tal da escrita. Escrever é fotografar pensamentos, sentimentos, momentos que se tornarão eternos. Já experimentou a alegria que dá quando achamos aquele caderno antigo de quando éramos crianças? É indescritível a sensação de ler as coisas que escrevemos há anos, relembrar os sentimentos antigos, aquele amor platônico dos tempos de escola, comparar os planos que fazíamos com os que realizamos! Os filhos que eu tiver nessa vida terão diários, tablet é para os fracos, voltemos à "tradicionalidade"

Ideias malucas.

Tá, algumas pessoas acham mesmo que amor, fidelidade e traição são coisas complementares, ou seja, quem ama é fiel e não trai.
Na verdade acho que a maioria das pessoas são assim, mas eu não acredito nessa conversa, me explico.
Quando você ama e namora alguém, você espera que essa pessoa te ame também, que ela não te traia e seja fiel a você. Pra mim isso soa mesmo como algo parecido à possessão. Cara, ninguém é de ninguém e prender os outros só os fazem se afastar de ti.
Não estou levantando a bandeira da traição, o ponto ao qual quero chegar é o seguinte:
Quando você namora você não "morre" para o mundo. Você sente atração por outras pessoas e se ocorrer de você ficar com alguém tendo uma namorada(o), isso não significa que você deixará de amá-la(o). Aqui está o ponto da fidelidade, você é fiel ao amor, ao sentimento a algo que ultrapassa
Acredito sim que quem ama de verdade não trai o sentimento.